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terça-feira, 30 de setembro de 2014

HIPÓTESE DO CÉREBRO EM CUBA




Imagine, por exemplo, que você é um cérebro flutuando numa cuba. Não um cérebro morto num frasco de formol, mas um cérebro mantido em estado de funcionamento, graças a uma solução química.
Um cientista louco extraiu-lhe o cérebro da caixa craniana sem o seu conhecimento, e o resto do corpo foi incinerado. Para lhe criar a ilusão de que nada mudou, o cientista louco ligou o seu cérebro a um computador que lhe envia impulsos elétricos via eletrodos ligados às suas terminações nervosas, que o seu cérebro, como se nada se passasse, se apressa a traduzir em imagens, sons, odores, impressões táteis e gustativas.
O processo é interativo, você tem, a impressão de poder continuar a agir sobre o mundo. Do seu ponto de vista, continua a ter a mesma vida, as suas atividades e percepções são as mesmas, sem que nada destas atividades e percepções corresponda à realidade, no sentido que habitualmente damos a esta palavra.
Poderá ir dar uma volta, se assim o desejar, regar as plantas, dar de comer ao gato, aproveitar as férias para se banhar na água azul, de bronzear-se enquanto lê, bem instalado num transatlântico, um chapéu de palha na cabeça e o corpo besuntado de creme, uma obra filosófica contemporânea que descreve a hipótese de um cérebro numa cuba.
O supercomputador-prótese funciona às mil maravilhas: você é mais um homem entre os homens, pelo menos um ser vivo, uma coisa do mundo entre as coisas do mundo.
___________________
Agora, como vocês refutariam a esta hipótese cética-absoluta? Tal hipótese é a máxima do ceticismo absoluto, ela é conhecida como a "Hipótese do Cérebro em Cuba".
Pensem a respeito.

SOBRE HOMOFOBIA




 "Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio?" -Bertold Brecht

A única coisa que ainda não foi entendida bem é que há certos pontos quando se vive em SOCIEDADE que opiniões colapsam com a manutenção do equilíbrio social em qualidade para TODOS, eu disse TODOS.
Eu posso por exemplo ser contra professores? ou homens? ou mulheres? ou negros? ou pobres? LÓGICO QUE POSSO assim como ser contra gays mesmo que não eu tenha um argumento lógico pra generalizar um grupo todo.Só que esse tipo de opinião você guarda para você e assuma a responsabilidade quando expressar ela ao publico no momento que você deveria ser um ser SOCIAL e não individualista.Proíba gays de entrar na sua casa , proíba sua família de ver gays , mas não tente impregnar sua filosofia na sociedade.Crie um país ou sei lá colonize um planeta e viva conforme a constituição e leis que você criar, aqui na TERRA você deve viver em sociedade e respeitas seus coleguinhas!
 Como eu vou querer que não me vejam como ''anormal'' (o dono desse blog é homossexual)  se a constituição não me der direitos que héteros possuem ? Sou menos cidadão,menos gente, menos humano, sendo gay? Numa discussão como vou poder dizer que sou igual a outra pessoa se aquela pessoa tem direitos que eu não tenho? Como posso não falar de preconceito se todos que já riram de mim, já me chamaram de viado , de bicha , gay , boiola e etc sempre terão direitos fundamentais assegurados a eles até a morte e quanto a mim, bem quanto a mim ter um casamento civil de reconhecimento federal tão cedo será permitido? o casamento não envolve somente procriação , envolve uma relação interpessoal em que os filhos são consequência ,não obrigação.
Me negam o direito básico de ter uma família somente devido minha posição sexual e a quem eu escolhi amar.AMAR GENTE! Realmente acreditam que todo gay é pedófilo?E héteros que tem filhas meninas não podem abusar delas também? Pedofilia é um distúrbio e não está relacionada a opção sexual de forma unidirecional ! Eu realmente sou incompetente por ser gay no quesito amar um filho ou filha?
Ainda que eu veja um muro enorme na minha frente ,e seja um vencedor todo dia por ser de uma classe perseguida e morta eu vou continuar , de cabeça erguida e com o sorriso lutador que todo gay tem todos os dias.(não venha me falar que morremos somente por crimes passionais e outros motivos , os crimes de estatísticas homossexuais da ONU selecionam e separam casos e casos , no Brasil é cerca de uma caso por dia  conforme a Organização das Nações Unidas).


Segundo a revista Rolling Stone número 97 na edição brasileira, de cada 6 mortes no mundo de transgêneros 4 são no Brasil , o que faz o pais ficar 4 vezes a frente de países como o México e em primeiro no ranking mundial.A maior parte das agressões são no Nordeste e Sudeste , e de cada 10 transgêneros, 9 sofrem não só pela possibilidade de morte mas também pelo bullying em escolas , trabalho , lazer e dia a dia.
 

Não importa quantos casos ainda sejam solucionados e punidos , acobertados e esquecidos, todo dia os homossexuais de qualquer idade saem de suas casas (muitas vezes dentro da própria casa) com a esperança de chegar até a noite sem nenhuma agressão física , moral e psicológica.Somos mais fortes e lutadores que imaginam , superamos diariamente coisas que muito hétero homofóbico não supera esporadicamente em suas vidas como o bullying e assédios morais.


TENHO ORGULHO DE SER HOMOSSEXUAL.



 ÁTILA SILVA CARVALHO REIS

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

TUDO É UMA ILUSÃO

 A morte é quando a consciência pára de causar o colapso das possibilidades quânticas em eventos reais da experiência" - Amit Goswami.



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Estamos atualmente aprendendo que a realidade física é uma ilusão. A física quântica veio para nos explicar de forma cientifica e lógica como isso é compreendido. Entender isso e ligar os "pontos" nos mostra do que se trata a realidade física. Pra você que está estudando esses assuntos, já deve estar de saco cheio de ouvir que a fisicalidade 3D é percebida por nossos 5 sentidos, que nada mais são do que impulsos elétricos que trafegam em nosso sistema nervoso em direção ao cérebro que decodifica esse impulso. A física quântica mostrou que o Tempo e o Espaço são ilusões da percepção desses nossos 5 sentidos. Sendo assim, podemos afirmar que TUDO que ocupa espaço é parte de um código. Nossos corpos são um conglomerado de um conjunto de códigos. Esse conglomerado ou esse conjunto de códigos está contido numa "chave biológica" chamado DNACódigo Genético.

O Sol é o núcleo de nosso Sistema Solar.  99% de sua massa é igual a toda a massa de seus planetas juntos. Comparando-o com um Átomo, os planetas são os Elétrons em sua órbita. No núcleo do átomo há o Próton e o Nêutron que são duas partículas contrarias que juntas se equilibram - Núcleo Atômico.


O físico nuclear Ernst Rutheford realizou uma experiência em Manchester que revelou a forma interior do Átomo. Os cientistas ficaram atônitos ao descobrirem que o átomo é praticamente um espaço vazio. E daí surgiu uma pergunta intrigante para a "RAZÃO" da ciência ortodoxa: "Como é possível um átomo vazio formar o mundo sólido que nos rodeia"?  -  [ Veja aqui o Modelo Atômico de Rutheford - Veja também o Modelo Atômico de Bohr ].

O núcleo do átomo é o Sol, os elétrons são os planetas. Assim como há um grande espaço entre os corpos celestes no Sistema Solar, no átomo é a mesma configuração. Os elétrons "giram" continuamente ao redor de seu núcleo, assim como os planetas giram em torno do Sol.

O movimento incessante dos elétrons, emite uma Radiação eletromagnética, o Quanta de Max Planck (veja a Constante de Planck). Atualmente esse Quanta ou "pacote de energia"  é chamada de partícula mediadora da força chamada Fótonque é a partícula elementar mediadora da força eletromagnética, ou seja, é a Radiação/Luz.



Os Elétrons trocam Fótons com os Prótons no Núcleo do Átomo. Essa interação entre os Elétrons e Núcleo Atômico é a responsável por muitas das propriedades da matéria, tais como a existência e estabilidades dos átomos, moléculas e sólidos.

Sendo assim no átomo, podemos dizer que numa visão macro, no Sistema Solar temos a mesma configuração. A troca de "Energias" entre os planetas é explicado na "Astrologia e Astronomia". Porém, ninguém enxerga essa fractalidade que se encontra naquela frase conhecida, mas mal entendida: "Assim na Terra como no céu".

Percebemos então que o Sol e os planetas estão incessantemente trocando Radiação Eletromagnética e também Fótons. Essa troca, assim como no Átomo, é a responsável por muitas das propriedades da matéria, tais como a existência e estabilidades dos átomos, moléculas e sólidos. Ou seja, toda a constituição mecânica e biológica do Sistema Solar se comporta fractalmente igual a um Átomo.

A velocidade do Fóton/Luz depende do meio em que viaja. No "espaço" ou vácuo, é de 300 mil Km/s. Nesse caso estará respeitando as Leis do Espaço/Tempo. Dentro de um Buraco Negro não há Leis físicas, portanto não há Espaço/Tempo. O conceito de velocidade, então se torna desprezível. Não há referencia, não há vibração, não há troca de experiências.



Comparando então o átomo com o Sistema Solar, podemos ainda ir mais além. Uma galáxia se comporta da mesma maneira. Quanto mais perto do núcleo de uma galáxia, mais Radiação/Luz existe. Sabemos que no centro de uma galáxia existe um enorme Buraco Negro. Isso nos faz concordar com a teoria de Nassin Haramein, onde no núcleo de cada átomo há uma "mini Buraco Negro". Se lembrarmos que no núcleo do átomo há o Próton e o Nêutron "lutando" para se equilibrarem, percebemos que a Singularidade é o equilíbrio entre as polaridades, ou seja, matéria e antimatéria, vibração e a não vibração ou caos e harmonia.

Toda matéria no universo é "expelida" e "controlada" fractalmente pelas Singularidades ou Buracos Negros. Desde o nível atômico até o de uma galáxia (ou além), tudo que está "fora" ou em volta de um Buraco Negro, é VIBRAÇÃO. O único lugar que a vibração encontra a não vibração é dentro de uma Singularidade ou Buraco Negro. O espaço que pensamos ser o "vazio" é na verdade um elemento básico para a estrutura perceptível da existência. Ele é maleável e pode ser moldado pela INTENÇÃO. Isso significa que a realidade é então formada pela nossa consciência. A consciência é a única que cria e modela a realidade individual e coletivamente. Pensamento é vibração, é a consciência se manifestando num "caos" criado para gerar experiências. O universo então é um reflexo de nossa consciência coletiva que cria sem cessar, respeitando a fractalidade dos estados vibratórios. Você acha difícil "enxergar" dessa forma? Então pare já de usar apenas o hemisfério esquerdo do cérebro e pensar apenas tangivelmente. Use os dois hemisférios e equilibre suas "crenças". A é uma forma de crença imutável e rígida, onde nenhuma nova informação entra. Você se encarcera e inconscientemente não se permite aprender.


Muito se fala da entrada de nosso Sistema Solar no "Cinturão de Fótons" detectado pelos astrônomos desde as décadas de 60 e 70. A extensão desse tal Cinturão é 25 mil vezes maior que a nossa própria galáxia. A medida que nos aproximamos desse Cinturão, a Ressonância Shumann aumenta de acordo com a Matemática de Fibonacci (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13). Se é assim, então em 2012 essa freqüência estará nos 13hz. A Cimática demonstrou que quanto maior a freqüência, mais complexo se torna a matéria. Ou seja, a fisicalidade ou o meio é definido por um padrão que acompanha uma freqüência/energia. Nós estamos passando exatamente por essa experiência. O movimento dos corpos celestes nos dá a chave para entender as mudanças vibratórias que mudam os padrões de existência dentro desse gigantesco holograma vibratório chamado Universo.
Como já mencionei em outros posts, dos 64 códons de nosso DNA, apenas 20 estão "desbloqueados", mas isso não quer dizer que não podemos desbloqueá-los. Dependendo de nossos pensamentos, as vibrações geradas podem ativar esses Códons e assim podemos ativar habilidades das quais nos suprimiram.

O mundo está sempre com medo e sempre em disputa uns contra os outros. Enquanto estivermos nesse estado mental, vibraremos na freqüência do Medo, uma freqüência baixa e próxima da densidade material ou da necessidade de matéria. Nossas emoções afetam diretamente a estrutura de nosso DNA, que por sua vez afeta diretamente a fisicalidade no mundo ou meio em que estamos. Fica nítido então, perceber que alguém está manipulando essa fisicalidade para nos aprisionar num mesmo e perpetuo estado vibratório (3D e 4D). não querem que entendamos além desse estado, pois assim, recuperamos nossa liberdade.

Por isso ENTENDER É TRANSFORMAR A EXISTÊNCIA!

Obs: O conceito da física quântica sempre trabalhou com duas premissas: Partícula e Onda. Atualmente sabe-se que na realidade nunca houve partícula, pois o que se postulava que era partícula, é na verdade uma rotação/giro da Onda que gera uma inércia, e essa rotação "aglutina" a Onda que então se apresenta como "Matéria". Resumindo, tudo é ONDA e a realidade é uma ilusão!

sábado, 27 de setembro de 2014

Conceitos mal entendidos




1. Prova
                                             O Físico Sean Carroll disse que:Eu diria que a “prova” é o conceito mais mal-entendido em toda a ciência. Ele tem uma definição técnica (uma demonstração lógica de que certas conclusões seguem a partir de certas suposições) que difere muito da forma como o termo costuma ser utilizado em conversas casuais, que está mais próxima de significar “fortes evidências a favor de alguma coisa”. Há uma incompatibilidade entre a forma como os cientistas falam e a forma como as pessoas escutam, pois esses tem uma definição mais forte em mente. Seguindo esta definição, a ciência nunca prova nada! Então quando somos perguntados “Qual é a sua prova de que evoluímos a partir de outras espécies?” ou “Você pode realmente provar que o aquecimento global é causado por ação antrópica?” nós tendemos a titubear ao invés de simplesmente responder “É claro que podemos provar”. O fato de que a ciência nunca prova nada, mas simplesmente cria teorias cada vez mais confiáveis sobre o mundo, mas que ainda assim estão sempre sujeitas a atualizações e melhorias, é um dos aspectos chave do porquê a ciência é tão bem sucedida.
2. Teoria
O Astrofísico Dave Goldberg tem uma teoria sobre a palavra “teoria”:
O publico geral ouve a palavra “teoria” como um sinônimo para “ideia” ou “suposição”. Sabemos que não é assim. Teorias científicas são sistemas inteiros de ideias testáveis que são potencialmente refutáveis tanto pelas evidências disponíveis quanto por experimentos que alguém possa realizar. As melhores teorias (nas quais eu incluo a relatividade restrita, a mecânica quântica e a evolução) resistiram a cem anos ou mais de desafios, tanto de pessoas que queriam se provar mais inteligentes que Einstein, quanto de pessoas que não gostam de desafios metafísicos contra sua visão de mundo. Por fim, teorias são maleáveis, mas não indefinidamente. Elas podem estar incompletas ou erradas em algum detalhe específico sem que elas inteiras desmoronem por causa disso. A evolução,por exemplo, sofreu várias adaptações ao longo dos anos, mas não tanto a ponto de que não se possa mais reconhecer que ainda se trata da mesma teoria. O problema com a frase “só uma teoria” é que ela sugere que uma teoria científica real é algo pequeno, o que não é verdade.
3. Incerteza e Estranheza Quânticas
Goldberg adiciona que há outra ideia que foi mal interpretada de forma ainda mais perniciosa do que a de “teoria”. Acontece quando pessoas se apropriam de conceitos da física para propósitos espirituais ou “New Age”.
Esta interpretação errada é uma exploração da mecânica quântica por uma certa estirpe de espiritualistas e autores de auto-ajuda, sintetizada pela abominação (o documentário) “ Quem Somos Nós?” (“What the Bleep Do We Know?”). A mecânica quântica, de forma bem conhecida, trabalha com medidas desde sua parte central. Um observador medindo posição, momento ou energia faz com que a “função de onda colapse” de forma não determinística. (Inclusive, uma das primeiras colunas que escrevi foi “Quão esperto você precisa ser para colapsar uma função de onda?”). Mas o fato de o universo não ser determinístico não significa que é você que o está controlando. É notável (e, francamente, alarmante) o grau com que a incerteza e a estranheza quânticas são inextricavelmente ligadas por certos grupos à ideia de alma, de humanos controlando o universo, ou alguma outra pseudociência. No fim das contas, nós somos feitos de partículas quânticas (prótons, nêutrons, elétrons) e somos parte do universo quântico. Isso é legal, claro, mas apenas no sentido de que toda a física é legal.
4. Aprendido vs Inato
A Bióloga Evolutiva Marlene Zuk diz que:
Um dos meus [enganos] favoritos é a ideia de o comportamento ser “aprendido vs inato” ou qualquer outra versão “estímulos-natureza” disso. A primeira pergunta que geralmente me fazem quando eu falo sobre o comportamento, é se ele é “genético” ou não, o que é uma interpretação errada, pois TODAS as características, o tempo todo, são o resultado de uma contribuição vinda dos genes e outra do ambiente. Apenas as diferenças entre as características, e não as características em si, podem ser genéticas ou aprendidas – como o caso de você ter dois gêmeos idênticos criados em ambientes diferentes que fazem algo diferente (como falar idiomas diferentes) – esta diferença é aprendida. Mas falar francês ou italiano ou qualquer outra língua não é algo apenas aprendido, pois, obviamente, uma pessoa precisa de um certo plano de fundo genético para simplesmente ser capaz de falar.
5. Natural
O Biólogo Sintético Terry Johnson está realmente cansado das pessoas não entenderem o significado desta palavra:
“Natural” é uma palavra que tem sido usada em muitos contextos, com tantos significados diferentes que se tornou quase impossível de analisar. Seu uso mais básico, para distinguir fenômenos que existem apenas por causa da humanidade de fenômenos que não precisam dela para existir, presume que os humanos são, de alguma forma, separados da natureza, que nossos trabalhos são não-naturais quando comparados com, digamos, o de castores ou abelhas.
Quando se trata de comida “natural”, o termo é ainda mais escorregadio. Ele tem significados diferentes em países diferentes, e nos EUA, a FDA (US Food and Drug Administration) desistiu de dar uma definição significativa à comida natural (em grande parte em favor de outro termo nebuloso, “orgânico”). No Canadá, eu poderia comprar milho como “natural”, desde que não tenham sido a ele adicionadas ou removidas várias coisas antes da venda, porém o milho é o resultado de milhares de anos de seleção pelos humanos, de uma planta que não existiria sem nossa intervenção.
6. Gene
Johnson tem uma preocupação ainda maior com a forma como a palavra “gene” é usada:
Levou dois dias para 25 cientistas chegarem a: “uma região localizável da sequência genômica, correspondente a uma unidade de herança, que é associada a regiões reguladoras, transcritas e/ou outras regiões de sequências funcionais”. Isso significa que um gene é uma pequeno pedaço de DNA para o qual podemos apontar e dizer, “isso faz alguma coisa ou regula a produção de alguma coisa”. A definição, dessa forma, é bem flexível; não faz muito tempo desde que pensávamos que a maior parte do nosso DNA não servia para nada. Nós a chamávamos de “junk DNA” (DNA lixo, em tradução livre), mas nós estamos descobrindo que muito daquele “lixo” tem propósitos que não eram imediatamente óbvios.
Tipicamente, a palavra “gene” é mal utilizada quando vem seguida da palavra “para”. Há dois problemas aí. Todos nós temos genes para hemoglobinas, mas nem todos nós temos anemia falciforme. Pessoas diferentes possuem versões diferentes do gene da hemoglobina, chamados alelos. Há alelos de hemoglobina que são associados a doenças de células falciformes e outros que não são. Então, um gene se refere a uma família de alelos, da qual apenas alguns poucos membros, se algum, estão associados a doenças. O gene não é mal, pode acreditar em mim, você não vai viver muito sem hemoglobina – ainda que uma determinada versão de hemoglobina que você tenha possa vir a se tornar problemática.
O que mais me preocupa é a popularização da ideia de que quando uma variação genética está relacionada a alguma coisa, isso é o “gene para” aquela coisa. Esta linguagem sugere que “este gene causa doenças do coração”, quando na realidade, o que costuma ocorrer é que “pessoas que possuem este alelo parecem sofrer uma incidência ligeiramente maior de doenças do coração, mas nós não sabemos o motivo, e talvez existam vantagens que compensem esta característica, mas que nós ainda não percebemos por não estarmos procurando por elas”.
7. Estatisticamente Significativo
O matemático Jordan Ellenberg quer ajustar nossos registros sobre esta ideia:
“Estatisticamente significativo” é uma daquelas frases que os cientistas adorariam ter a chance de voltar atrás e dar a ela outro nome. “Significativo” sugere importância, mas o teste de significância estatística, desenvolvido pelo estatístico inglês R.A. Fisher, não mede a importância ou o tamanho de um efeito, apenas se somos capazes de distingui-lo, usando nossas mais afiadas ferramentas estatísticas, de zero. “Estatisticamente perceptível” ou “Estatisticamente notável” seriam muito melhores.
8. Sobrevivência do Mais Apto
A Paleoecologista Jacquelyn Gill diz que as pessoas entendem errado alguns dos princípios básicos da teoria evolutiva:
No topo da minha lista estaria a “sobrevivência do mais apto”. Pra começar, estas não são realmente as palavras de Darwin, e segundo, as pessoas tem um conceito equivocado sobre o que “aptidão” significa. Da mesma forma, há uma grande confusão sobre a evolução em geral, incluindo a ideia persistente de que ela é progressiva e direcional (ou inclusive dirigida pelos organismos; as pessoas não compreendem a ideia de seleção natural), ou que todas as características precisam ser adaptativas (Seleção sexual existe! Mutações aleatórias também!).
Mais apto não significa mais forte nem mais inteligente. Significa apenas um organismo que está mais bem adaptado ao seu ambiente, o que pode significar qualquer coisa, de “menor” ou “mais escorregadio”, até “mais venenoso” ou “mais capaz de viver sem água por semanas”. Ainda, as criaturas nem sempre evoluem de uma maneira que podemos explicar como adaptações. Seu caminho evolutivo pode ter mais a ver com mutações aleatórias, ou características que outros membros daquela espécie acham atraentes.
9. Escalas de Tempo Geológicas
Gill, cujo trabalho é centrado em ambientes Pleistocenos, que existiram há mais de 15,000 anos, diz estar consternada pelo quão pouco as pessoas parecem entender sobre as escalas de tempo do planeta.
Uma questão com a qual eu frequentemente me deparo é a falta de entendimento público das escalas de tempo geológicas. Qualquer coisa pré-histórica é comprimida na mente das pessoas, que acham que há 20,000 anos existiam espécies drasticamente diferente das atuais (não), ou até dinossauros (não, não, não). Aquelas miniaturas de plástico de dinossauros que frequentemente incluem no mesmo pacote homens das cavernas e até mamutes não ajudam muito.
10. Orgânico
A Entomologista Gwen Pearson diz que há uma constelação de termos que “viajam juntos” com a palavra “orgânico”, como “sem produtos químicos” e “natural”. Ela está cansada de ver o quão profundamente as pessoas os interpretam errado.
Estou menos incomodada sobre a maneira como tais termos estão tecnicamente incorretos [uma vez que toda comida é orgânica, por conter carbono e etc...]. [Minha preocupação é] a maneira como eles são utilizados para dispensar ou minimizar as diferenças reais na comida e sua cadeia de produção.
Coisas podem ser naturais e “orgânicas”, mas ainda bastante perigosas
Coisas podem ser “sintéticas” e fabricadas, porém seguras, e às vezes escolhas melhores. Se você está usando insulina, há boas chances de que seja de uma bactéria GMO. E ela está salvando vidas.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Qual a melhor evidência do Big Bang?

Veja o vídeo de Brian Greene discorrendo sobre a melhor evidência o Big Bang , o vídeo possui menos de 1 minutos e é auto explicativo.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O NADA FORA DO ALCANCE






Vamos começar pensando , porque existe algo ao invés de nada? Eles coexistem ou um anula o outro?
Podemos pensar que se existe algo o nada foi substituido pelo algo , porque o inicio de tudo seria o nada. Então de toda vez que há algo e o nada for substituido , imbricado talvez , a realidade do nada não estará do nosso alcance uma vez que não existe o nada no nosso universo pois ele já foi substituido por algo , ele existia quando nada havia mas tecnicamente o nada é a ausência do tudo e assim mesmo quando algo não existe o nada também não existe, confuso eu sei mas é a basica ideia de que o nada não é nada e não adianta pensarmos em algum tipo de existência para ele.
Vamos a umas contas simples:
S o nada for 0 e o algo 1 chegaremos aos seguintes resultados:
0+1=1
1+0=1
1-0=1
Matemáticamente comprovado que o nada não existe na presença do algo , e como ja dito nunca veremos ou entenderemos o nada por completo no momento que ele não nos é alcançavel pois somos frutos do algo.
Agora se fizemos
0-1=-1 , ou seja o nada em algo também pode ser -1 e assim o 0 e o -1 significam ausência de algo.
Em todos os momentos tempos que o nada nunca pode existir num conjunto que tenha algo , e o algo sempre substitui o nada , sendo inalcançavel para quem ou o que estiver no algo.O nada é só uma ilusão que criamos pq ele nunca existe.
Se formos mais alem , dessa simples analise do porque o nada é virtual não veremos que na teoria de conjuntos da matemática podemos incluir o nada como elemento de um conjunto.Em matemática, mais especificamente em teoria dos conjuntos, o conjunto vazio é o único conjunto que não possui elementos. Dizemos que o seu tamanho ou cardinalidade é zero. Em algumas teorias de conjuntos a sua existência é postulada mediante o axioma do conjunto vazio; em outras é deduzida. Muitas propriedades sobre conjuntos são trivialmente satisfeitas pelo conjunto vazio. Por exemplo, para mostrar que um conjunto B é subconjunto de um conjunto A, é necessário mostrar que todo elemento de B é também um elemento de A. E, logicamente, para mostrar que B não é subconjunto de A, é preciso exibir um elemento de B que não seja elemento de A. Assim, em particular, como o NADA não possui elementos, não é possível mostrar que NADA não é subconjunto de um conjunto dado A. Logo, somos obrigados a aceitar que A CONTÉM NADA qualquer que seja o conjunto A.
Tal como se argumenta em favor de que A CONTÉM NADA para todo conjunto A, mostra-se que o conjunto vazio é um conjunto aberto da reta. De fato, para mostrar que NADA é aberto precisa-se mostrar que todo ponto de NADA é ponto interior. Como  NADA não possui pontos, não possui também pontos que não são interiores e, assim, é, por impossibilidade de prova em contrário, um aberto da reta.
Em geral, para refutar que um conjunto A não possui uma propriedade P é necessário exibir um X PERTENCE A a que invalida a propriedade, isto é, tal que P(X) é falsa. Assim, como NADA não possui elementos, é comum não se poder mostrar que NADA não possui uma dada propriedade P. Dizemos que tais propriedades são verdadeiras por vacuidade (isto é, por impossibilidade de mostrar-se o contrário).
Então tecnicamente você deve considerar o nada um elemento de um conjunto que algo possui? Não ! isso está errado , a ideia lógica é que se um conjunto do tudo possui tudo ele deve possuir o nada , mas as coisas não são bem assim.
O nada causa problemas até na matemática dada sua virtualidade.
Pense a respeito e formule você mesmo suas filosofias com esses preceitos, o nada completamente inalcansável para seres do ‘’algo’’ como eu e você e mesmo quando ele existia (ou seja o algo não era presente) ele não existia pois o nada não tem estrutura.
Na filosofia , conceitos simples como este podem ser bastante úteis.

ÁTILA SILVA CARVALHO REIS


terça-feira, 23 de setembro de 2014

O RACISMO , A EUGENIA , A PUREZA , A ÁFRICA E A REALIDADE

''Eles armam ciladas contra seu próprio sangue'' Provérbios 1 :18


Comece a ler o artigo , vendo o vídeo de Morgan Freeman a respeito da consciência negra:




O racismo e qualquer conceito de eugenia (superioridade de raças) não possui mais espaço num mundo inteligente e diversas ciências não o embasam , a propria moralidade não o embasa, em diversos campos de pesquisa há dado a falta de realidade e de perspectiva de um alguem com essa ideologia.

Já está comprovado fatores contra a eugenia que criam até uma problemática científica para o politicamente correto contrariar: uma pesquisa recente feita pela Universidade de Montréal, no Canadá, e publicada no jornal especializado Molecular Biology and Evolution, concluiu que os euroasiáticos modernos possuem entre 1% a 4% de DNA dos neanderthais no seu genoma - o gene responsável pela evolução humana -, ao contrário da raça negra que tem 0% .

Todos possuimos um ancestral que veio da África e de lá migrou para os diversos continentes no decorrer da evolução , isso os fósseis atestam , a datação com carbono 14 atesta , a geologia atesta , a história em geral.Dentro do raciocinio da origem humana há os neanderthais , uma espécie extinta do gênero homo (Paleolítico Médio e Paleolítico Inferior, no Pleistoceno) mas com menor capacidade cognitiva que o homo sapiens (homem sábio do latim, gênero homo da maior parte de nossos genes ) ,devido cruzarem entre sí nosso DNA homo sapiens se mistura ao neanderthal e os conceitos de eugenia caem por terra (como os propostos por psiquiatras a Hitler de pureza) . Damian Labuda, que liderou o estudo, afirma que a sua equipa identificou há dez anos atrás um pedaço de DNA no cromossoma X humano diferente do resto e cuja origem era desconhecida. Agora, depois de estar completo o genoma neanderthal, a equipa comparou os cromossomas de ambas as espécies e descobriu que esse pedacinho desconhecido era, na verdade, DNA neanderthal, algo que só não foi encontrado em pessoas de África. O instituto alemão Max Planck, em colaboração com várias universidades de outros países, divulgou um estudo de quatro anos na revista Science onde ficou desvendado o genoma, ou código genético, dos homens de Neanderthal, o gene responsável pela evolução humana moderna. Segundo a pesquisa, pelos menos parte dos neanderthais teria tido pele clara e cabelos avermelhados ou loiros. No homem moderno, particularmente com origem europeia, as variações nesse gene são responsáveis pela manifestação de cabelos ruivos e de pele clara.

Isso leva a caracterizar os africanos , os negros (não mulatos , mas afro descendentes originais) serem da espécie homo sapiens mais ‘’pura’’ e que menos possuem mistura com DNA neanderthal. Os torna os mais ‘’limpos’’ geneticamente dos homo sapiens ocidentais e orientais e também a Africa , continente renegado e simbolo de decadência, o berço das civilizações do planeta.
Outro ponto importante de salientar e colocado em pauta no livro Bilhões e Bilhões de Carl Sagan trata do conceito de raça negra e cor negra. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, depois do nazismo, começaram a ser promovidos estudos que discutiam a ideia de raça na biologia e nas ciências sociais.
A inexistência das raças biológicas ganhou força com as recentes pesquisas genéticas.  Os geneticistas descobriram que a constituição genética de todos os indivíduos é semelhante o suficiente para que a pequena porcentagem de genes que se distinguem (que inclui a aparência física, a cor da pele etc) não justifique a classificação da sociedade em raças. Essa pequena quantidade de genes diferentes está geralmente ligados à adaptação do indivíduo aos diferentes meio ambientes.

Além que , todo os seres humanos são originalmente negros , a minha cor e a sua por mais albino que você seja é negra em freguencias de luz que não são visiveis. Mas porque vemos outras cores? Isso ocorre por causa da atmosfera que produziu na nossa evolução humana a adaptação para vermos as cores que consideremos visiveis , que se relacionam com o padrão de ondas da luz advindas do sol.A luz para produção gráfica quando tateia os objetos produz por absorção e reflexão as cores que enxergamos , as ondas de fótons que identificamos. A cor negra e a cor branca na verdade são a mesma coisa até no mundo visível ( em luz de outras freguências elas não existem, somente a negra) isso porque a cor de um objeto não está relacionada ao principio de cor que temos e sim a sua capacidade de absorção e reflexão de ondas , intrisicamente nenhum objeto tem cor e tudo que vemos é somente o que nossa evolução nos permitiu enxergar com a ilusão das ondas da luz e seus padrões de absorção.Tudo isso a física comprova.

Portanto somos todos descendentes de africanos , os negros são os mais puros homo sapiens e as cores são somente uma ilusão da evolução , assim como o tempo na física.O que nós faz e torna humanos capacitativos de produção em todas as áreas é termos o telencéfalo desenvolvido e polegar opositor , e isso negros , amarelos , indigenas , brancos ou pardos possuem.Se você te algum tipo de racismo por se considerar superior , pense melhor , não há raças superiores e nem sequer o conceito de raças humanas existem.

Saia do passado , o mundo atual não suporta mais essas posições. Evolua.



ÁTILA SILVA CARVALHO REIS

Abaixo vou colar uma artigo da revista super interessante , edição de Maio de 2014 a respeito de como o racismo e preconceito deve ser visto perante seres que supostamente deveriam ser evoluidos como o Homo Sapiens:

A cor da pele não é assunto entre os chimpanzés. Se você depilar um, uma pele branca vai aparecer por baixo da manta de pelos. Passa a gilette em outro e surge uma pele preta. Manda mais outro para a cera quente, e quem sai da depilação é um chimpanzé rosa. Na verdade, eles mudam de cor ao longo da vida: nascem mais claros e vão escurecendo. Mas não importa. A cor da pele é tão relevante para eles quanto a do pâncreas é para a gente. Não que os macacos não sejam racistas. No mundo chimpanzé, o pelo pode ser de qualquer cor, contanto que seja preto. Quando nasce um macaquinho albino, não tem jeito. Os outros não vão aceitá-lo como um igual. E ele vai apanhar, ficar isolado. E morrer logo - de pancada ou de fome.

Nosso ancestral comum com os chimpanzés, um símio que viveu há 6 milhões de anos, provavelmente obedecia à mesma regra. A cor da pele não tinha importância, só a dos pelos. Mas essa história mudou.

Há coisa de 2 milhões de anos, alguns dos descendentes desse ancestral comum começaram a perder pelos. A cada mil partos nascia um macaco pelado. Um mutante. Algumas dessas aberrações genéticas tinham o mesmo destino dos albinos: bullying e morte prematura. Outros não. Talvez a falta de pelos tenha os ajudado a lidar melhor com o calor africano, e eles conseguiam ir mais longe para arranjar comida. Desse jeito, viviam mais e melhor. Então se reproduziam mais.

Deu tão certo que, uma hora, esses macacos pelados tinham formado uma superespécie - eram maiores e bem mais inteligentes que seus antepassados peludos. Nada mal para quem começou a vida evolutiva apanhando. Hoje esse animal sem pelos é conhecido como Homo erectus - são os nossos avós diretos. E as mutações não pararam, lógico. Quanto maior a inteligência de um erectus, maior era a chance de ele deixar mais descendentes. Então 1,8 milhão de anos depois já havia alguns erectus com cérebro gigante, e, de quebra, com traços idênticos aos dessa maravilha genética que você vê no espelho todas as manhãs. Era o Homo sapiens. Você, em suma.

E você era negro. A pele escura era a melhor para aguentar o sol africano sem a proteção de uma camada de pelos, já que é menos propensa a brindar seu dono com um câncer de pele. Por essas, nossa linhagem trocou o arco-íris de pigmentação que provavelmente tinha antes de perder os pelos por uma tonalidade só. Ficamos monocromáticos.

Mas não demorou e o sapiens começou a colonizar outras partes do mundo. Há 40 mil anos, chegamos à Europa e exterminamos os neandertais. Eles eram nossos primos, também descendentes do erectus. A diferença é que os ancestrais deles tinham saído da África havia 400 mil anos (200 mil antes de a nossa espécie surgir). Por essas, os neandertais já nasciam adaptados ao frio: eram fortes que nem um bisão e, como todo mamífero que vive no gelo, tinham pele e cabelos claros. Não que camuflagem na neve fosse tão importante para eles. Os neandertais mantiveram a mutação dos seus avós africanos - a de ter perdido a manta de pelos. Então precisavam se cobrir para aguentar o frio. A vantagem da pele clara era outra: ela sintetiza melhor a vitamina D nas altas latitudes, onde não existe sol o bastante para fazer esse trabalho a contento. Num tempo em que nutriente era tudo o que faltava, qualquer vantagem na absorção de algum deles fazia a diferença. O processamento mais eficaz de vitamina D, então, era uma bela vantagem. Então os neandertais foram embranquecendo de geração em geração.

Não que isso tenha ajudado muito quando nós, negros Homo sapiens, entramos na Europa. Nossa tecnologia àquela altura era bem superior à dos neandertais, com lanças mais leves e afiadas. Mas o que fazia mesmo a diferença era a nossa organização social: andávamos em grupos de cem, 200 pessoas. Eles, em famílias com no máximo dez indivíduos. Cada encontro, então, era um massacre. Não demorou e já tínhamos matado todos os neandertais. E aí foi a vez do sapiens empalidecer, pelo mesmo processo de sempre: a cada mil, 10 mil nascimentos, aparecia um mutante, com pele mais clara. Eles deviam levar seus pescotapas na infância, por serem diferentes. Alguns certamente eram mortos pela própria família logo que viam a luz. Mas naquele ambiente ser branco ainda era vantagem, também por causa da vitamina D. Uma vantagem grande o bastante para que, em poucas dezenas de milhares de anos, só nascessem sapiens de pele clara nas latitudes mais altas.

Hoje a cor da pele não faz diferença do ponto de vista evolutivo: por mais que a nossa dieta não seja uma maravilha, temos acesso a tantos nutrientes que a capacidade de sintetizar mais vitamina D não tem mais com apitar na cor da pele. Nem a vitamina D, nem a quantidade de sol do ambiente.

O mais provável, então, é que fiquemos todos marrons em alguns milhares de anos, já que mais hora menos hora todos os genes de pigmentação dos sapiens vão acabar misturados, em todos os indivíduos. Não que isso vá ser a panaceia da humanidade. Na Índia todo mundo é marrom faz tempo, e isso não impediu que surgisse o sistema de castas. Os Hutus e os Tutsis, de Ruanda, são quase idênticos, mesmo para os ruandeses, e nem por isso deixaram de protagonizar um dos maiores massacres étnicos da história, com 800 mil Tutsis assassinados por Hutus. Um corintiano pode ser geneticamente indiscernível de um palmeirense, e de vez em quando um acha motivo para matar o outro pela cor da camisa.
O problema é que sempre nos juntamos em tribos de "iguais" para lutar contra qualquer coisa que pareça "diferente". É parte da nossa natureza. É parte da natureza de qualquer animal - até por isso todos os mutantes sofrem, em todas as espécies. Mas, ironicamente, são os mutantes, os diferentes, que fazem a evolução andar. Não fosse por eles, nem seríamos todos macacos. Seríamos todos amebas, porque a evolução nem teria acontecido. Mas graças a ela, hoje, temos neurônios o bastante para decidir não nos comportar como amebas; cérebro suficiente para entender que o próprio conceito de raça é uma ilusão. Perpetrada por um instinto estúpido.