Imagine, por exemplo, que você é um cérebro flutuando numa cuba. Não um cérebro morto num frasco de formol, mas um cérebro mantido em estado de funcionamento, graças a uma solução química.
Um cientista louco extraiu-lhe o cérebro da caixa craniana sem o seu conhecimento, e o resto do corpo foi incinerado. Para lhe criar a ilusão de que nada mudou, o cientista louco ligou o seu cérebro a um computador que lhe envia impulsos elétricos via eletrodos ligados às suas terminações nervosas, que o seu cérebro, como se nada se passasse, se apressa a traduzir em imagens, sons, odores, impressões táteis e gustativas.
O
processo é interativo, você tem, a impressão de poder continuar a agir
sobre o mundo. Do seu ponto de vista, continua a ter a mesma vida, as
suas atividades e percepções são as mesmas, sem que nada destas
atividades e percepções corresponda à realidade, no sentido que
habitualmente damos a esta palavra.
Poderá ir dar uma volta, se assim o desejar, regar as plantas, dar de comer ao gato, aproveitar as férias para se banhar na água azul, de bronzear-se enquanto lê, bem instalado num transatlântico, um chapéu de palha na cabeça e o corpo besuntado de creme, uma obra filosófica contemporânea que descreve a hipótese de um cérebro numa cuba.
O supercomputador-prótese funciona às mil maravilhas: você é mais um homem entre os homens, pelo menos um ser vivo, uma coisa do mundo entre as coisas do mundo.
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Agora, como vocês refutariam a esta hipótese cética-absoluta? Tal hipótese é a máxima do ceticismo absoluto, ela é conhecida como a "Hipótese do Cérebro em Cuba".
Pensem a respeito.
Poderá ir dar uma volta, se assim o desejar, regar as plantas, dar de comer ao gato, aproveitar as férias para se banhar na água azul, de bronzear-se enquanto lê, bem instalado num transatlântico, um chapéu de palha na cabeça e o corpo besuntado de creme, uma obra filosófica contemporânea que descreve a hipótese de um cérebro numa cuba.
O supercomputador-prótese funciona às mil maravilhas: você é mais um homem entre os homens, pelo menos um ser vivo, uma coisa do mundo entre as coisas do mundo.
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Agora, como vocês refutariam a esta hipótese cética-absoluta? Tal hipótese é a máxima do ceticismo absoluto, ela é conhecida como a "Hipótese do Cérebro em Cuba".
Pensem a respeito.







